Por que são idosos os mais afetados pelo Coronavírus?

Por que são idosos os mais afetados pelo Coronavírus?

Esta questão já deve lhe ter ocorrido: por que o Coronavírus é mais perigoso para idosos? Pois será isso que veremos neste artigo.

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No dia 28 de março, um jovem de 26 anos morreu com Coronavírus em São Paulo.

Ele estava no processo para se tratar do excesso de ácido úrico no sangue (Hiperucemia) quando contraiu o vírus.

No entanto, este é um caso pouco comum. Geralmente são os idosos que estão sofrendo mais por complicações decorrentes da Covid-19.

Neste artigo, portanto, vamos explicar os motivos por que isso acontece. Sendo assim, leia os seguintes tópicos:

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Coronavírus – estatísticas apontam maiores riscos para idosos

Sabe-se que Covid-19 mata cerca de 13,4% dos pacientes com 80 anos ou mais, em comparação com 1,25% daqueles com 50 anos e 0,3% daqueles na faixa dos 40 anos.

No entanto, é nas idades mais próximas aos 70 que o número de óbitos é relevante.

Embora, 4% dos pacientes na faixa dos 60 anos tenham morrido, mais do que o dobro, ou seja 8,6%, de óbitos estão mesmo é na faixa etária dos 70 anos.

Neil Ferguson, do Imperial College London e seus colegas, pontuaram estas probabilidades em seu artigo, publicado na “The Lancet”.

Novas estimativas surgem, no entanto, à medida que cientistas tentam descobrir razões subjacentes à maior suscetibilidade das pessoas mais velhas ao vírus.

E, em particular, inclusive, por que algumas têm uma resposta imune mais forte que outras.

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A incessante luta do nosso corpo contra vírus

Ao longo de nossas vidas, nosso corpo é constantemente bombardeado por patógenos, ou seja, bactérias, fungos e vírus que podem deixá-lo doente.

Afinal, o corpo humano é um ótimo local para que organismos deste tipo se multipliquem, pois proporciona um ambiente agradável, aquecido e com muitos nutrientes.

É aí, portanto, que entra nosso sistema imunológico – o principal sistema de defesa da pessoa.

Antes de nascermos, por exemplo, o corpo começa a produzir células B e células T especializadas – tipos de glóbulos brancos que podem reconhecer patógenos e evitar que eles se desenvolvam e cresçam.

Se sofrermos uma infecção, células B podem proliferar e produzir anticorpos que se agarram aos patógenos, portanto, evitam que eles se espalhem.

Enquanto isso, células T funcionam reconhecendo células infectadas “matando-as”, gerando assim, o sistema imunológico “adaptativo”.

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Mas os glóbulos brancos não são suficientes por si só.

Felizmente, nosso sistema imunológico tem outra camada, chamada resposta imunológica “inata”.

Portanto, cada célula tem seu próprio sistema imunológico, o qual permite responder diretamente aos patógenos.

No entanto, isso é muito rápido, pois visa mobilizar a resposta adaptativa.

Coronavírus em idosos: fraqueza do sistema imunológico é uma complicação

Quando um patógeno invade nosso organismo, a diferença para combate-lo está entre estar doente ou ter saúde.

Imediatamente a isso, está o tempo para o coronavírus se espalhar e a agilidade da resposta imunológica. Em suma, quanto mais rápida essa última, menos danos colaterais teremos.

No entanto, à medida que envelhecemos, nossas respostas imunológicas inatas e adaptativas mudam, alterando esse equilíbrio.

Ou seja, teremos mais dificuldade em matar células infectadas e sinalizar a resposta imune adaptativa para prosseguir.

Além disso, inflamações de baixo grau, que são comuns quando envelhecemos, também podem diminuir a capacidade das respostas imunes inatas e adaptativas de reagir a agentes patogênicos.

Isso tudo é muito semelhante a se acostumar com um som irritante ao longo do tempo.

Ao ficarmos mais velhos, o “tempo de atenção” reduzido de suas respostas imunes inatas e adaptativas. Dificulta, portanto, a resposta do organismo às infecções.

Assim sendo, no organismo de um idoso, o coronavírus pode ser muito agressivo, pois ele permite que o vírus “de largada” antes.

Assim, se aproveitando da vagareza do seu sistema imunológico dos mais idosos, acaba por sobrecarregá-lo rapidamente, resultando em doenças graves e morte.

Pessoas idosas também possuem maior número de doenças crônicas

Juntamente com o sistema imunológico enfraquecido, doenças subjacentes e crônicas como diabetes e câncer podem dificultar evitar infecções.

O ponto principal aqui não é apenas a idade que põe em perigo pessoas com doenças crônicas.

No dia 4 de março,  105 pacientes morreram na Itália.

Eles possuíam problemas de saúde anteriores. Como:

  • Hipertensão (o mais comum);
  • Cardiopatia isquêmica;
  • Diabetes mellitus.

Não apenas estas doenças, mas o próprio tratamento, acaba por deixar todo o sistema imunológico mais debilitado

No relatório da Organização Mundial da Saúde sobre o surto na China, a taxa de mortalidade de casos em pessoas que não relataram doenças crônicas foi de 1,4%, mas aumentou em grupos com as seguintes condições:

“13,2% para aqueles com doença cardiovascular, 9,2% para diabetes, 8,4 % para hipertensão, 8,0% para doenças respiratórias crônicas e 7,6% para câncer.”

A solução é o distanciamento social

O Coronavírus se espalha pelo ar. Por isso é importante manter o distanciamento social, não apenas para se manter saudável, mas para proteger os mais vulneráveis, como idosos.

Isolamento, distanciamento de no mínimo um metro e meio, lavar as mãos frequentemente e evitar tocar sua face são medidas importantes para evitar o SARS-Cov-2.

Conclusão

Conforme o IBGE Notícias, até meados de 2019, por exemplo, aqui no Brasil , em torno de 28 milhões de pessoas pertenciam ao grupo denominado idoso.

E, é no estado do Rio Grande do Sul, onde maioria deste grupo populacional se concentra.

Neste grupo populacional estão todas as pessoas de 60 anos ou mais, que pela Organização Mundial da Saúde – OMS, são consideradas idosos.

Obviamente, essa é apenas uma nomenclatura, afinal, idoso não é velho, e muitas das pessoas que estão neste grupo possuem ótima saúde e são altamente produtivos.

Enfim, cabe, neste momento, aos outros grupos populacionais, uma grande responsabilidade de viabilizar proteção ao coronavírus para idosos, diminuindo, portanto, sobrecarga ao sistema de saúde.

Especialmente fazendo uso de medidas protetivas, conforme mencionadas acima.

Por fim, lembre-se de COMPARTILHAR este artigo, pois assim ajudará seu próximo a compreender o que estamos enfrentando e o que ainda teremos que passar para então VENCER essa pandemia!

 

Referências consultadas

https://www.thelancet.com/journals/laninf/article/PIIS1473-3099(20)30243-7/fulltext

https://oglobo.globo.com/sociedade/coronavirus/coronavirus-10-dos-mortos-no-brasil-tem-menos-de-60-anos-24342985

https://www.citylab.com/equity/2020/03/coronavirus-vunerable-elderly-adults-ageism-younger-people/608224/

https://www.who.int/docs/default-source/coronaviruse/who-china-joint-mission-on-covid-19-final-report.pdf

https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/need-extra-precautions/people-at-higher-risk.html?CDC_AA_refVal=https%3A%2F%2Fwww.cdc.gov%2Fcoronavirus%2F2019-ncov%2Fspecific-groups%2Fhigh-risk-complications.html

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