O que é um respirador artificial para Covid-19

O que é um respirador artificial para Covid-19

Você sabe o que é um respirador artificial? Sabe de que forma ele ajuda pessoas na pandemia do coronavírus? Pois leia este artigo que vamos abordar essas questões.

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Diariamente estamos nos deparando, e em todos os noticiários, algo relacionado aos respiradores artificiais ou ventiladores, como também são chamados esses equipamentos.

Ouvimos dizer que eles estão em falta, que vamos receber um lote da China, que os Estados Unidos compraram uma grande quantidade para seus infectados e por aí vai…

No entanto, você sabe realmente o que é este item tão em voga neste momento? Sabe qual a sua função para minimizar o número de óbitos diante da infecção?

Pois neste artigo, dividido nos tópicos abaixo, falaremos os por menores que envolvem este recurso. Leia, portanto:

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O que é um respirador artificial?

De certa forma, ventilador artificial trata-se de máquinas providencias para suprir a função de ajudar pulmões a expirar e a inspirar, enquanto o órgão se mantém impotente.

Ou seja, ele serve até o pulmão performar suas atividades normais.

Isso acontece porque a pessoa, quando se infecta com coronavírus e, ao desenvolver COVID-19, começa a ter problemas de insuficiência respiratória, as vezes severa.

Logo, os pulmões dessa pessoa não conseguem mais operar normalmente.

Aí que entram os respiradores artificiais. Eles possuem, portanto, uma reserva extra de ar que pode auxiliar pacientes nessas condições.

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Sabe-se que em 20% dos infectados na pandemia atual, o vírus da SARS CoV-2 está alojado profundamente nos pulmões, uma vez que o COVID-19 afeta principalmente o trato respiratório inferior.

Então a doença rapidamente se torna crítica e os casos mais graves devem ser imediatamente conectados a um ventilador na unidade de terapia intensiva.

Como os respiradores artificiais funcionam?

Falando de forma simples, o ventilador tem a função de praticamente empurrar o ar oxigenado diretamente para os pulmões da pessoa (paciente).

Assim, a pressão positiva vai acabar deslocando o líquido dos alvéolos pulmonares, que são pequenos “sacos de ar” semelhantes a balões, onde a troca de moléculas de dióxido de carbono e oxigênio ocorrem.

Tanto no sentido pulmões/corrente sanguínea quanto ao contrário.

Quando tratamos desta forma, parece até mesmo um procedimento simples. Mas confie, não é. Existe toda uma complexidade inerente.

Especialmente se falarmos dos ventiladores artificiais mais modernos, que podem inclusive, se adaptar de acordo com as necessidades intrínsecas de cada paciente.

Modelo mais comum de ventilador artificial

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Um dos ventiladores mais comuns é o PCV, ou o Ventilador controlado por pressão.

Basicamente, ele cria pressão tanto nas vias aéreas quanto nos alvéolos, permitindo assim que a maior quantidade de oxigênio seja absorvida pelo corpo.

Sendo o pulmão um órgão que é elástico por natureza, ele acaba por se expandir, desta forma mimetizando uma respiração regular.

Ou seja, todo processo de respiração da pessoa com COVID-19 é assumido, portanto, pelo respirador artificial.

Lógico que este ar é passado ao paciente a partir de tubos, que são ligados no nariz, boca e também traqueia, a partir de uma traqueostomia.

Sendo este último, no entanto, somente utilizado quando a equipe médica se depara com um caso mais extremo.

Quem precisa do equipamento neste momento de pandemia?

Quando a pessoa desenvolve COVID-19, ela começa a ter problemas respiratórios. Se a respiração começa a cessar, os órgãos não serão supridos com oxigênio.

Ao mesmo tempo o dióxido de carbono produzido durante o ato da respiração, não é expirado nem retirado dos pulmões.

Assim sendo, pouco tempo depois que a parada respiratória acontece, o coração começa a parar e a circulação cessa. Desta forma, a pessoa vem a óbito em minutos.

Como estamos de respiradores artificiais no Brasil?

Somando tanto a rede pública quanto a privada, temos uma quantidade de pouco mais de 65 mil respiradores em todo Brasil, conforme o Ministério da Saúde.

De toda esta quantidade, a grande parte esse encontra na rede pública, 46.700 se encontram na rede pública.

Parece bastante, mas não é. Principalmente se considerarmos que a presença de ventiladores em uma unidade de saúde pode significar, por exemplo, a vida ou a morte de um paciente.

Mas o governo vem tentando tomar providências com relação a isso. A importação deles foi proibida pelo Ministério da Saúde.

Da mesma forma, o Ministério da Economia zerou toda a taxação em cima da importação de respiradores artificiais e de outros insumos médicos essenciais.

Há também uma tentativa de fazer receber ventiladores que não mais são usados por lá. As conversas ainda estão acontecendo.

Conclusão

Respiradores artificiais são essenciais para manter vidas durante esta pandemia de Coronavírus.

A sua presença pode significar a vida ou a morte para muitos pacientes. Por isso é algo que é considerado estratégico em todos os governos como insumo hospitalar essencial.

Entretanto, para não precisar deles, a maioria da população, ou seja, eu e você também, devemos nos manter longe de aglomerações.

Além disso, ouvir e naturalmente seguir, todas as recomendações do Ministério da Saúde, principalmente.

Enfim, se gostou deste texto COMPARTILHE nas redes sociais para que mais pessoas tomem conhecimento que ainda não temos remédio para COVID-19 a não ser nos cuidarmos.

 

Referências consultadas

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71671973000200148

https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,governo-estuda-impedir-exportacao-de-equipamentos-de-uti-e-requisitar-ao-sus-leitos-da-rede-privada,70003235593

https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,governo-busca-opcoes-para-ampliar-leitos-e-respiradores-no-sus-e-fugir-do-cenario-italiano,70003238174

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